Pontão na Ilha do Sal - Cabo Verde

CABO VERDE

É na música que talvez se encontrem as melhores definições da existência cabo-verdiana. Com raízes europeias, brasileiras, caribenhas e africanas, os ritmos misturam-se com poemas ora melancólicos ora alegres, produzindo composições transbordantes de alma e sentir. Das tradicionais mornas, coladeiras, mazurcas e funanás às sonoridades mais recentes, não faltam sítios onde o corpo se deixa levar, deslizando ao ritmo das vozes e instrumentos.

Salinas Pedra de Lume - Cabo Verde
Mapa de Cabo Verde

Santiago

A maior ilha de Cabo Verde. Atente-se, porém, ao significado de «maior», por estes lados: são menos de 1.000km2 a cerca de 640km da costa africana. Santiago, como todo o arquipélago, é muito mais que a sua costa banhada por águas mornas. É aqui que fica a capital do país, a cidade da Praia, filha da mistura de influências trazidas de fora com o modo ser cabo-verdiano. O compasso é mais veloz, marcado pela agitada vida nocturna e manifestações culturais que acontecem tanto entre quatro paredes como nas belas praias da cidade – é o caso do Festival Internacional de Música da Gamboa, realizado todos os anos na praia com o mesmo nome.

Embora, actualmente, a cidade da Praia seja capital do arquipélago, nem sempre foi assim. Originalmente era a Cidade Velha, no concelho da Ribeira Grande de Santiago, que ostentava este título. Eleita uma das Sete Maravilhas de origem Portuguesa no Mundo e classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, foi a primeira cidade construída pelos europeus nos trópicos, mantendo ainda um património arquitectónico invejável, de que fazem parte a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga igreja colonial de todo o mundo, o Pelourinho, ou o Forte Real de São Filipe – conhecido também como a Cidadela.

Santo Antão

Na ilha de Santo Antão, localizada no grupo do Barlavento, a Noroeste, o bom tempo conjuga-se com a paisagem íngreme para dar vida a um destino que começa a ganhar popularidade entre os amantes de turismo de aventura e eco-turismo. Ainda assim, os que chegam são em número insuficiente para descaracterizar a essência da ilha, maioritariamente rural. Aqui, ainda se respira verdade, pintada de aridez a sul ou de luxuriante verde a norte, na zona das Ribeiras, através dos trilhos por onde se traçam longas caminhadas. A cultura é sinónima de terra, de mar, de saberes multiplicados através dos anos.

O grogue local, aguardente fabricada à base de cana-de-açúcar, ainda é fabricado, em alguns pontos da ilha, de forma tradicional, e é o mais conceituado de todo o arquipélago. E é a companhia mais que recomendada para conhecer a vida nocturna da Ribeira Grande, Ponta do Sol e Porto Novo. Sim, porque nem só de caminhadas vive o homem e as noites de tocatina (música ao vivo) são uma espécie de bálsamo milagroso, capaz de devolver vida mesmo ao corpo mais fustigado pelos trilhos.

Cabo Verde - Cidade Velha

Ilha do Sal

A ilha do sal tem outros atractivos bem naturais: as suas praias fabulosas, ideais para a prática de desportos aquáticos. Natação, surf, windsurf, mergulho, pesca ou passeios de barco são actividades que vão muito bem e se recomendam nestas águas sobre as quais, entre os meses de Janeiro e Março, sopra a famosa «lestada», muito apreciada pelos praticantes destes desportos. E se dúvidas houvesse acerca da qualidade das suas ondas, basta acrescentar que foi precisamente nesta ilha que decorreu a última edição do Campeonato Mundial de windsurf, em Novembro de 2010.

 Boavista

Boavista é o berço da morna, o emblemático estilo musical de Cabo Verde. É o local ideal para saborear a deliciosa cachupa e onde o peixe sai directamente do mar para a mesa. A paisagem surpreende pela comovente e despojada beleza, repleta de uma aridez quase absoluta. As praias desertas a perder de vista são uma das mais puras imagens da natureza. Aqui, a hospitalidade da população é única e é o mais perfeito espelho daquilo a que se dá o nome de morabeza, intraduzível,  única, mas absolutamente perceptível no modo como nos sentimos em casa. A praia é protegida por majestosas dunas, esculpidas pelos ventos secos do vizinho Sahara e junto à rebentação os destroços do cabo de Santa Maria – um barco espanhol encalhado em 1968 –  dá um ar de hollywoodesco ao local. Toda a paisagem completa-se com as planícies rochosas e pequenos oásis. Na capital, Sal Rei, é bem visível a arquitectura europeia, assim como os vestígios das salinas que ali existiram no século XVII.

Ilha de Santiago - Cabo Verde
Santo Antão - Cabo Verde

São Vicente

É na ilha de São Vicente que acontece o festival da Baía das Gatas, um dos mais importantes Eventos musicais do arquipélago. Música, dança e animação incessante estendem-se ao longo de um fim-de-semana inteiro, em Agosto, sob a lua cheia, e trazem até à ilha milhares de visitantes e bandas de todo o mundo. E é também em São Vicente que fica aquela que é considerada a capital cultural do país, a cidade do Mindelo. Ocupando a posição de segunda maior cidade do país, o Mindelo distingue-se pelo seu ambiente profundamente cosmopolita, enraizado num cenário com nuances coloniais que se espelham, por exemplo, no calçadão da Laginha, um dos grandes atractivos da cidade. À noite, os seus muitos bares são famosos pela música ao vivo – os mesmos bares onde a própria Cesária Verde iniciou o seu percurso.

Ilha do Fogo

Outra ilha que também tem na sua beleza natural argumentos mais que suficientes para motivar uma visita. A mais saliente das dez que compõem o arquipélago, graças ao seu vulcão com 2.829m de altura. Procurada sobretudo pelos amantes de natureza, um dos maiores atractivos desta ilha são os passeios que proporciona, seja a inesquecível subida ao Pico partindo da aldeia de Chã das Caldeiras ou nos trilhos que se cruzam na sua cratera, seja no interior das suas grutas, cavernas e fontes de água subterrâneas. A capital da ilha, São Filipe, mantém ainda bem preservados os vestígios da ocupação portuguesa, que se reflecte nos edifícios revestidos a azulejo, nas praças e nos sobrados. Ao anoitecer, o silêncio é interrompido pelas vozes: são histórias, contadas tantas vezes em forma de cantares, partilhadas com indelével hospitalidade.

Mas não é só pela música, ou pela rica oferta cultural que se estende a outras áreas como a literatura, teatro, artes plásticas e dança, que a ilha de São Vicente inscreve o seu nome nos roteiros turísticos. Multifacetada, a riqueza da sua arquitectura colonial, cuidadosamente preservada, manifesta-se nas avenidas largas e praças empedradas e nas casas onde os estilos português e inglês se confundem, à semelhança da sua história. Uma história que sobrevive em vários marcos históricos, de que é exemplo a réplica da Torre de Belém, antiga sede da Capitania do Porto Grande, e que foi recentemente alvo de obras de reabilitação. Em São Vicente celebra-se o Carnaval mais popular do país. Nascido do entrudo português e com fortes marcas brasileiras, o Carnaval do Mindelo é hoje uma manifestação com características próprias e um evento com «e» maiúsculo, que ocupa os habitantes da cidade desde o início de cada ano. Organizados em grupos, os participantes desfilam trajados a rigor enquanto cantam e dançam, acompanhando os carros alegóricos criados especialmente para a ocasião. Menos lotadas mas igualmente apetecíveis são as celebrações de Carnaval nas ilhas da Boavista e Sal.

É a morabeza – e isso não se explica.

Origem dos textos: www.soltropico.pt – Operador Turístico.¨

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