Daqui à Polónia num instante.

Jun 30, 2016 | A Visitar, Europa | 0 comments

No caminho para a final do Euro2016, cruza-se com Portugal a Polónia. País berço de Nicolau Copérnico – o homem que se atreveu a colocar o Sol como centro do Sistema Solar – a Polónia é um país com uma história riquíssima, que se inicia com as migrações dos povos eslavos no Séc. X tendo sido palco de batalhas e conquistas. Mongóis e Teutónicos ocuparam territórios polacos, vieram depois as guerras com a Rússia, com o império Otomano, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial…
Hoje, a “batalha” passa para dentro das 4 linhas, serão 11 contra 11 e no fim… não ganha a Alemanha, ganha (esperamos nós) Portugal.

Aproveitando a viagem, aqui ficam algumas coisas a não perder na Polónia.

Wroclaw.

Enquanto não é invadida por hordas de turistas, esta bela cidade é uma jóia polaca, com uma arquitectura lindíssima. O seu orgulho é uma gigantesca pintura da batalha pela independência da Polónia, a 4 de Abril de 1794, em Raclawice, entre o exército polaco e o exército russo. Não deixe de visitar a igreja de Sta. Maria Madalena, um edifício que data do séc. XIV e as famosas casas Hansel & Gretel, construídas no canto noroeste da praça Rynek, a segunda maior praça/mercado da Polónia, sendo apenas ultrapassada pela praça de Cracóvia. A oeste das casas Hansel & Gretel lançamos o desafio de encontrar os anões de Wroclaw, pequenas estátuas de anões em descanso, colocados ao nível do solo. A Universidade de Wroclaw, o Museu Nacional, a igreja da Nossa Senhora da Areia, a catedral de S. João Baptista ou o Museu Militar são também pontos obrigatórios de paragem, entre os inúmeros que lhe irão saltar à vista, nesta bela cidade.

Cracóvia.

Se você acredita em lendas e histórias, reza a lenda que Cracóvia foi fundada sobre a derrota de um dragão. O castelo Real de Wawel é um excelente cartão de visita e a Cidade Velha está repleta de igrejas e museus, culminando na maior praça de mercado da Europa, a Rynek Glowny. Em Cracóvia poderá explorar a herança judaica polaca, visitando as sinagogas antigas do quarteirão judeu de Kazimierz, reflectindo a tragédia do séc. XX da mesma forma que os quarteirões preenchidos de ruelas cheias de vida simbolizam a renovação do séc. XXI. Em Cracóvia não deve perder uma visita à Catedral Wawel, à mina de Sal de Wieliczka – uma maravilhosa galeria subterrânea, cavada em rocha de sal e fabulosamente decorada – ao Colégio Maius ou à Fábrica de Schindler. Sim, esse mesmo, heróico empresário durante a ocupação nazi, recordado e retratado por Steven Spielberg no seu filme “A Lista de Schindler”.

Sopot.

Se você é amante de praia, a Polónia não será desilusão. Viaje até Sopot e relaxe no seu vasto areal banhado pelo Báltico. Em Sopot irá encontrar o mais longo cais de madeira da Europa, com 512 metros, e uma vida nocturna vibrante. A partir daqui, são 15 Km até Gdansk.

Gdansk.

esta cidade tem um pulsar próprio, completamente dispare das restantes cidades polacas. Tem em si mesma séculos de tradição marítima, como cidade portuária por excelência e uma arquitectura única, influenciada por uma mescla de nações de comerciantes ricos, que talharam a silhueta da cidade, no passado. A guerra entre a Prússia Teutónica e a Polónia Eslava, que renomeou a cidade para Danzig e de volta para Gdansk (conforme a força ocupante) e a destruição causada pelos bombardeamentos da 2ª Guerra Mundial deixaram cicatrizes profundas que, ao mesmo tempo, dão à cidade um atmosfera irresistível para os turistas. Visite o Mercado Longo (Dlugi Targ) e os vários museus: Artus Court, Museu Nacional das Artes Recentes, Museu Nacional Marítimo ou o Museu Histórico de Gdansk. Deixe-se perder pelas ruas desta belíssima cidade e encontrará sempre algo único para recordar.

Varsóvia.

Varsóvia é uma história de renascimento. Depois de visitar o resto da Polónia, você chega a Varsóvia e verifica as enormes diferenças. Quase que aparenta estar num país diferente. Em vez de se concentrar numa praça central, a capital da Polónia estende-se numa diversidade arquitectónica que varia entre edifícios góticos restaurados, maciços edifícios de betão herdados da Rússia Comunista, e vidro e ferro modernos, entrando no séc. XXI. Tudo isto é um testemunho do passado tumultuoso da cidade, de todo o país… A cidade viu-se absolutamente destruída no final da 2ª Guerra e sobreviveu, renasceu das cinzas da destruição bélica. Reconstruiu-se em torno desse passado, que poderá conhecer, visitando os inúmeros museus que interpretam toda a história da cidade, desde as alegrias da música de Chopin até à tragédia da ocupação nazi, do gueto Judeu. Em Varsóvia poderá visitar o Palácio da Cultura e Ciência, o Museu de História dos Judeus Polacos, o Museu do Néon, o Museu de Chopin ou o Castelo Real. não perca uma visita ao Parque Lazienki e o seu palácio sobre a água, e ao Parque Wilanów, assim como ao Cemitério Judeu, fundado em 1806 e que, incrivelmente, sofreu quase nenhuma da destruição causada pela 2ª Guerra. Mas Varsóvia não é só o passado, reflecte também o presente e o futuro de uma cidade, de um país, que se afirma moderno e próspero, com as suas ruas pulsando de vida e animação.

Poznan.

Dê dois passos no mercado central de Poznan em qualquer dia, ao entardecer, e ficará a conhecer toda a energia desta cidade. O distrito da Cidade Velha é um fervilhar de energia em qualquer altura do dia, todos os dias, repleto de restaurantes, pubs e clubes. A combinação entre a grande população estudantil e os numerosos visitantes e participantes das inúmeras feiras internacionais que se realizam na cidade criam um ambiente distinto, único, independente do turismo. A par deste fervilhar constante, Poznan oferece inúmeros pontos históricos de visita. Pode começar por visitar o Museu de História de Poznan ou a Catedral da cidade. O Monumento às Vítimas de Junho de 1956 é uma homenagem aos trabalhadores que perderam a vida em protestos contra o regime Soviético. Poderá também visitar uma das maiores estufas da Europa, a Palm House e o Parque da Cidadela e o “delicioso” museu do Croissant. Ostrów Tumski é uma ilha fluvial dominada pela Catedral de duas torres de Poznan, construída em 968 d.c., e onde pode também visitar a Capela Dourada, de estilo Bizântino e os mausoléus de Mieszko e Boleslaus, que se encontram por trás do altar. Em frente à catedral encontrará a Igreja Gótica da Virgem Maria, construída no séc. XV.

Torun.

A cidade de Torun é conhecida por ser a cidade berço de Copérnico e pelo seu delicioso pão de gengibre. é uma pequena cidade medieval de encantos irresistíveis, que você vai ter que visitar. A não perder, a visita à Casa de Copérnico, o museu do pão de gengibre, as estátuas do Burro de bronze e do Cão e Guarda-Chuva. poderá também visitar as ruínas do Castelo dos Cavaleiros Teutónicos e a Casa Debaixo da Estrela ou a Catedral de João Baptista e João Evangelista.

Auschwitz-Birkenau.

De visita obrigatória, o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau é um incontornável marco na história polaca e mundial. Um testemunho dos horrores perpetrados pela Alemanha Nazi e um símbolo mundial do Holocausto. Os campos estão divididos em Auschwitz I e Auschwitz II-Birkenau e devem ser visitados por essa ordem, para uma completa e profunda compreensão da sua história. Auschwitz foi o primeiro campo de concentração nazi para homens e mulheres, e foi onde fizeram as primeiras experiências com a utilização do gás Zyklon B. Foi também onde realizaram a maioria das execuções a tiro. Birkenau foi o local onde os Nazis construíram toda a maquinaria de exterminação em massa, onde assassinaram 1 milhão de judeus europeus, e foi, ao mesmo tempo, o maior campo de concentração a ser construído, com perto de 300 edifícios, a maioria em madeira, ocupando perto de 200 hectares de terreno, incluindo as câmaras de gás e os crematórios.
As entradas são gratuitas mas devem ser marcadas com antecedência, podendo fazê-lo online em visit.auschwitz.org. Será necessário algum pagamento se preferir fazer a visita acompanhado por um guia. As regras de visita devem ser lidas e cumpridas.

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